domingo, 28 de março de 2010

Questão de tempo

Acordo às 6h30 da manhã, só levanto da cama uma meia hora depois. Minha aula começa às 7h30 mas eu nunca chego antes das 7h40, levantar da cama pra mim sempre foi um grande sacrifício. Às 12h40 termina a aula, que sempre termina uns 10 ou 5 minutos antes, saio correndo pra parada de ônibus e às 13h00 estou pronta pra trabalhar. Que correria! No meio da tarde compro um sanduíche ou uma salada de frutas e finjo que almoço. Supostamente eu deveria sair do trabalho às 19h, mas normalmente saio um pouquinho mais tarde e até tem uns dias que saio mais cedo, tudo uma questão de compensar o tempo e de deixar todos os projetos prontos, porque prazo é prazo e tu que se vire para cumprir. De facto! 
Depois que saio do trabalho, são mais 30 minutos em um ônibus até este me deixar a 3 quadras de casa. Chego em casa quase às 20h, dá tempo de comer uma coisinha, tomar um banho e partir pra uma sessão de skype. Pessoas normais vão na casa do namorado ou ligam, eu consegui deixar o meu a 10mil km de mim e nada como o skype para colocar as novidades em dia. Não que eu tenha muitas. Sinto falta de estar em um lugar onde as coisas acontecem, de ir viajar uma vez por mês pra um lugar totalmente foda e de conhecer gente do mundo inteiro! O grande problema de estar na tua cidade é esse, tu se acostuma, já conhece as pessoas, conhece os lugares e acaba criando uma rotina, não procura nada novo, porque na tua cabeça não tem!



domingo, 14 de março de 2010

Do not operate heavy machinery

Tirando a poeria do blog... 

2010 começou com uma bela banda pelo inverno europeu. Um mês de Espanha e um findi na Alemanha: über chic que sou eu até agora pagando a conta do cartão de crédito. 
Depois de um janeiro em crise existencial, sim, crise, porque ir e voltar da Europa não faz muito bem à saúde, ainda mais que minhas pendências sentimentais ficam lá eu me esforcei bastante para esquecer desse fato.
No meio dessas confusões também comecei a ver que meu conceito de amizade estava completamente equivocado e quase surtei! 
Surtada ainda ou não; Cheguei em Porto Alegre e me mandei pro litoral de Santa Catarina, onde reencontrei um amigo que me ajudou pra caramba a ver as coisas por um lado mais coca-cola da vida. 
Somado a isso, nada que arranjar um emprego e ter uma rotina não resolva (http://www.tomys.com.ar/web_images/awesome_face_bigger.png)
Trabalhar tem me feito muito bem, aliás, manter meus miolos ocupados com algo tem me feito muito bem. E estudar e trabalhar consome muito tempo evitando que eu fique construindo idéias malucas na minha cabeça e pior: as coloque em prática.

Falando em estudar, a vida passa e a ESPM continua. Se eu já não estava o bastante surtada, o quinto semestre from hell da Escola Superior de Playboys e  (não pensei nada melhor pro M) começou com o terrorismo psicológico clássico da instituição: VOCÊS VÃO TER QUE FAZER 10 MIL PROJETOS EXTRA CLASSE, MAIS 500 HORAS AULA, MAIS O ESTÁGIO E AINDA CHUPAR MEU PAU. Tá tá, exagerei na última parte... 
Mas o que importa é que, ao invés de ele simplesmente relaxaram e darem os projetos pouco a pouco, vão aterrorizando o pessoal pra todo mundo achar que a ESPM é super difícil. 
Cara, é tudo uma piada! Na realidade o que acontece é que se você aparecer sempre na aula e fazer qualquer merda, fingindo que tu se esforça pra caralho, siiim finja que você tenha problemas mentais e que se esforça pra caramba, porque pra eles é o que importa: se a ESPM o fez surtar no final do semestre você é um bom aluno.
Entretanto... 
Já dizia uma professora minha: esforço nem sempre é sinal de bom trabalho, porque você vai no banheiro, se esforça e se esforça e só sai merda. 

Pronto, pronto, desabafei. 

Mas o mais enlouquecedor de tudo é a vida adulta batendo na minha porta!
Agora trabalho, estudo, tenho meu apê, só falta a carteira de motorista. Toda essa liberdade/coisas materiais que te prendem tem um preço, e como já dizia um amigo: tenho que deixar crescer o menino hétero dentro de mim e parar de fazer minhas típicas loucuras de Virginia, minha inconsequência e impulsividade, porque agora, se eu quiser enfiar a mochila nas costas e ter o mundo nas minhas mãos vou ter que trabalhar duro pra isso. Tá chegando a hora de largar a teta da mamãe e ser uma mulher responsável. Porra, como dói pensar nisso. Mas é a real e tem sido bastante dolorido largar a chupeta pro coelhinho da Páscoa e pagar a conta do cartão de crédito. 

Enfim, depois de todos esses surtos tenho andado meio anestesiada esperando eu me acostumar com essa nova vida e como já diz na bula dos calmantes para as mulheres ensandecidas à beira de um ataque de nervos: DO NOT OPERATE HEAVY MACHINERY. 




quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Malegria

Hoje foi um dia daqueles, acorda cedo, corre pra lá, corre pra cá e descobre que todos teus trabalhos da faculdade estão atrasados e saber que tu não tem tempo pra conseguir correr atrás da máquina. Depois de dar toda a atenção a uma amiga que precisava muito desabafar toda a sua raiva sobre ex, twitter, facebook, filtros, descobri que final de um relacionamento é uma grande merda para todo mundo, e minha irmã concorda.
Mais tarde fui trabalhar, cheguei meia hora mais cedo porque achei que teria festinha de aniversário para uma colega, teve, mas não tive folga pra festa, mas o bolo estava delicioso.
O pior é a lei de Murphy: sempre chego meio atrasada na loja, sempre vendo pra caralho e fico orgulhosa de mim mesma e do meu sorriso falso, hoje que cheguei mais cedo, fiz as coisas como se deviam não vendi porra nenhuma, e ainda por cima uma amiga apareceu na loja pedindo mil descontos pra minha gerente, morri de vergonha. Ainda por cima, fiz telemarketing, odeio essa prática inescrupulosa nos celulares dos clientes, mas eu faço o que me mandam fazer.
O melhor de ter um emprego que qualquer macaco bem treinado pode exercer é isso, pode-se observar as pessoas, os clientes, suas inseguranças, como as velhinhas vão pras lojas simplesmente pra ter alguém pra conversar, de ter que obedecer certas coisas simplesmente porque queres teu salário no final do mês e está pouco se fodendo se é certo ou errado. Que boa brasileira que sou!
Vender é fácil, o difícil é estar do o dia por 6 horas em uma loja. Muitas coisas me motivam além do dinheiro,   o ato de me maquiar, colocar meu uniforme, me parece como criar um personagem e durante a meia hora que tenho para fazer isso me sinto como encarnando esse personagem, que observa os outros como um antropólogo observa tribos indígenas ou gorilas. Planejar minhas férias de verão também me motivam, e muito. Vamo nos a Tijuana? Tequila, sexo, marijuana?
Penso em começar pelo Uruguay, descer pela Argentina, subir por Chile e Peru e, em fevereiro, passar o carnaval no Rio de Janeio, região dos lagos como Arraial do Cabo, Búzios e toda essa coisa carioca de viver em um país tropical abençoado por Deus, ter um fusca, um violão e uma nega chamada Tereza. 

E essas foram minhas confissões inspiradas num cd que nunca enjôo: clandestino.


Hoy me despido de tu ausencia, te epero siempre mi amor. No me olvido y te quiero.

domingo, 27 de setembro de 2009

Do lugar onde estou já me fui embora

Depois de um sábado nostálgico lendo todas as merdas que eu escrevia num finado fotolog adolescente descobri que ler isso depois de uns anos é muito divertido. Arrependida de não ter continuado a escrever minhas inutilidades diárias resolvi botar a mão na massa e pegar no blog pra valer. Ui.


Acho que a última postagem disso aqui foi em janeiro desse ano descrevendo o final de 2008, tem 9 meses atualizar nisso aqui, mas vamos aos pouquinhos: depois do ano novo na gótica Alemanha passei um fevereiro festeiro no sul da Espanha cheio de corações partidos, nada que não se resolveu em uma tarde esquiando no alto de Sierra Nevada, em Granada, seguida de caña y tapas muito baratas, melhor que isso só foi voltar a Coimbra e planejar a seguinte viagem. Dublin! Primeira vez que saí sozinha da cidadezinha lusitana, e primeira vez que vi um amigo, que já era amigo antes de sair do Brasil. Ver rostos familiares e ouvir um bom gauchês me fez muito bem e teria dado tudo pra poder ter ficado um pouco mais na capital irlandesa (Fucking St.Patricks Day!!!). De volta a Portugal, faculdade, festas e aquela rotina deliciosa de poucas aulas, muito tempo livre e uma pessoa sensacional ao meu lado. Abril: pillow fight no Porto! Eu e Germán pegamos o carro e vamos a Porto, Braga e Bom Jesus (um convento extra sensacional do alto de uma montanha, o lugar mais lindo que vi em Portugal), no meio da Semana Santa sou abandonada, como sempre (que drama), e saio sozinha rumo a Sevilla! Lá fico de couchsurfing e conheço uma galera muito divertida que faz da minha páscoa 2009 uma coisa completamente diferente e inesperada. Maio é a vez da Queima das Fitas - desta vou reservar um post só pra isso. Junho é a vez de viajar sozinha pela Itália e descobrir aos poucos minha independência e minhas táticas de sobrevivênvia em terras extrangeiras. Julho, festas de despedidas, choradeiras e saio Europa afora com minha mochila e um passe de trem sem muito planejamento nem destino definido, dormindo na rua, hostels baratos e na casa de amigos que fiz durante o intercâmbio que me mostraram seu país melhor do que qualquer guia turístico. Aos poucos vou detalhando a viagem, já que não fiz isso na hora certa, é bastante coisa, 8 países e muitas boas e más experiências. 


De volta a Porto Alegre chego a conclusão que pouca coisa mudou por aqui e agora lido com a grande missão de ter que aceitar essa vida normalzinha na qual caí de pára-quedas depois de tantas andanças e transformações. E será sobre essas transformações, historietas e banalidades de minha vida que esse blog vai se basear, de mim e minhas situações, máscaras e vigarices que apronto por aí, ali, aqui e acolá. 


;)


http://www.youtube.com/watch?v=Sao5M_8tBvo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Hoje estava lendo o blog da Carla e me inspirei para escrever um pouco, um pouco! Digo isso porque meu português virou uma grande salada.
Bom, sabendo que a última atualizaçao foi em outubro, vou tentar reinterar os fatos até hoje.
Depois da volta do Algarve veio a Latada, 7 dias de festa por coimbra num festival gigante organizado pelos veteranos para receber os caloiros (sim, em portugal sao caloiros e as mulhers sao loiras). Depois disso passei um mês lutando para tentar me acostumar a uma rotina. Acho que ainda nao me recuperei do jet lag do Brasil a Portugal hehehe
Muitas crises existenciais depois, decidi que ia prolongar meus estudos por mais um semestre (yeah)!
Entao fui pra Alemaha!
18 dias na terra da Bauhaus me deixaram com 5kg a menos e um bocado desorientada.
Frios de -12 graus, neve e meras sete horas e meia de sol, err, luminosidade, algo que de longe pode-se chamar de dia. O cinzento e industrial Ruhrgabeit, a gótica Colonia e a diversidade de Berlin a frios abaixo de zero, pouca comida e muita cerveja me fizeram pensar no porque que a Alemaha é tao especial e como é familiar, os imigrantes alemaes do RS fizeram muito bem seu trabalho no que se diz preservar a cultura. Entretanto, o idioma alemao e a distancia afetiva dos barbaros germanicos me deixaram realmente me sentindo uma estrangeira.

Um episódio raro:
Primeiro dia em Kirchhellen (cidade natal da alemoa louca) Annika estava muito cansada e queria dormir, eu ainda muito entusiasmada em solo alemao queria festa. Entao chega Diana, a amiga gótica e lésbica que estuda psicologia e tem 1,80m e um poodle. Diana me olha e diz "vamos pra Holanda?"
Quando vi, estava num BMW sensacional a 260km/h rumo à coffe shop holandesa mais próxima da fronteira com a Alemanha. Na Auto-bahn (as rodovias alemas) nao há limite de velocidade, e o asfalto perfeito faz com que qualquer carro um pouco mais foda, vá no mínimo a 200km/h. Eu nao me assustei, porque naquele BMW eu só senti a velocidade quando olhei o velocímetro.
Chegamos na Holanda em 20 minutos, e em 2 horas eu já estava em casa a dormir tranquila.

De volta a Portugal, quase beijei o chao quando vi o sol, temperatura acima dos 0 graus, e as placas escritas em português!!!! Siim, que saudades imensas que estava do meu idioma materno, ou pelo menos de poder olhar as placas e entender o que elas significam. A sensaçao de ser analfabeta, me deixou em pânico in Deutschland.

Ouvir o espanhol e o português denovo me deixou bem feliz, mas voltando ao começo, essa mistureba de línguas anda me deixando cada vez mais burra. Sempre acompanhada de espanhóis, já começo a usar as gírias deles, chamar todo mundo de tio, tomar unas copas, jantar depois das 22h e essas coisas. Na Alemanha só falei inglês, e portugal, fala português mas nao o meu português! Será que estou a perder minha identidade? Só quero ver quando voltar pra casa, cheia de palavras novas e um certo sotaque. Para as pessoas me entenderem aqui, tenho que falar as palavras inteiras e pausadamente, nao pausadamenti, pau-sa-da-men-te. Or in english o en mi portuñol.
Sei que já me esqueci do gerúndio...

Pra quem ia escrever pouco, já escrevi demais. Bom, mais tarde posto mais espisódios raros de minhas andanças pela europa.


Besicos

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Erasmus Trip to Algarve

Algarve é simplesmente lindo!

Algarve
prainha pertinho do hotel, ponta da saudade o nome, mar gelado, mas uma delícia.

A viagem foi, entretanto, mais um pretexto pra festa do que turismo. Depois de quatro dias dormindo pouco, bebendo muito, resolvi descansar um pouco. Cansei mais do que o normal porque consegui comer alguma coisa que não deveria e passei mal por dois dias, perdi um passeio bem legal pela cidade porque tive que ficar no banheiro. Sim, péssimo! Mas tirando isso, foi uma das coisas mais divertidas que já fiz aqui em solo português, as pessoas das mais variadas nacionalidades, super animadas e divertidas e até um "José Party Animal", um portuga que anima qualquer um, inclusive uma Virginia com caganeira. Dançamos e cantamos até cair na piscina.
N
ão tirei muitas fotos das festas porque minha câmera é um certo trambolho, ótima para trabalhos e fotos de pontos turísticos e tudo mais, mas pra tirar foto em balada, bêbada com a galera é tão útil quanto galochas na colheita da azeitona (compreendi o sentido dessa sentença desde que percebi que Portugal tem um clima seco do caramba). Mas o pessoal tirou muiiiitas fotos, essas que ficam perdidas em álbuns de orkuts e facebooks, assim que eu conseguir elas, posto no flickr e deixo o link aqui no blog.


Algarve

Ficamos na cidade de Lagos, e é onde há mais alm
ães e ingleses fora dos seus respectivos países. Foi numa praia por ali que houve aquele famoso caso da inglezinha Maddie, que sumiu no quarto do hotel. Sumir coisas, aliás, é muito fácil em Portugal, porque os portugas são os seres mais desorganizados que eu já vi na minha vida, se eu dissesse que o Brasil é mais organizado que Portugal ninguém acreditaria. Mas é! Só funciona porque é minúsculo.


Algarve - Farol em Cabo de São Vicente 2
Farol em Cabo de São Vicente

Brazucas
eu e uns brazucas

Fortaleza de Sagres
Fortaleza da Escola Naval de Sagres, aquela que Cabral saiu com suas Naus rumo ao Brasil.

Cabo São Vicente
Cadê as praias???

Quando der coloco mais fotos, há muitas no orkut para quem quiser mais, daqui uns dias ambém tem vídeos no youtube e tudo mais, hehehehe, o que nao faltou foram flashes e câmeras pela viagem.


Bom, vou recolher-me e ir cuidar das minhas tripas enquanto descubro a cada dia como todos nós serezonhos humanozinhos somos tão iguais que só a geografia nos separa.

Beijoos




sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Madrid

Depois de 3 semanas em Coimbra eu já estava me sentido presa numa pequena cidadezinha simpática e medieval, nada como uma pequena mudança da ares. Pequena? Nããão, Madrid! 8 milhões de espanholitos numa cidade muito linda, cheia de cultura e diversão.
Chegando na capital espanhola, comecei a me sentir em casa, cheia de àrvores, grafite e pichações nas ruas que me lembraram muito Porto Alegre. O bairro Chuecas, famoso pela rua (calle) Fuencarral, uma ruela cheia de lojas, o lugar onde o comércio mais lucrou em Madrid ano passado. Chuecas é o bairro gay, e o mais cultural, cheio de teatros, óperas, lojas e cinemas.

Madrid - CHUECAS


A viagem se deu graças à Mery, a espanholita que mora comigo na casa babilônia. Dia 4 foi aniversário dela e ela nos convidou para irmos a Madrid comemorar o niver dela. Ficamos na casa da família dela e fomos muito bem recebidas. A hospitalidade espanhola é 10.
No início Mery nos levou de carro pra dar uma volta pela cidade, depois fomos entendendo como funcionam os metros madrileños e nos viramos numa boa pela cidade, muito segura por assim dizer, nunca vi tantos policiais nas ruas. Também, num país onde o ETA não descansa é bom mesmo ter muita policia (sem acento, em español).

Como estudamos artes, planejamos uma visita bem cultural. Fomos ao Museu Nacional do Prado, onde há o quadro das Meninas de Velásquez, Caravaggio e Goya; E ao Museu Nacional Reina Sofia, onde fica a famosa e imensa Guernica de Picasso, filmes do Bruñel, Salvador Dalí, Diogo Rivera, Miró, quase chorei com tanta arte moderna. AMO!

Madrid 356


Também tirei uma foto com o Goya hehehe

Vivi e Goya



No mais, muitos monumentos...


Madrid 277



E essa aqui é a Pampa, uma fox terrier coisa mais simpática do mundo que conquistou meu coração. "A pelota pampa, corre perra!", hablar español com um perro, muy raro. Hehehehe

Pampa!!!

Vou tentar levar um filhote dela. Hohohohoho



O mais legal da Espanha, são os espanhois e seus costumes sensacionais. O dia na espanha começa às 8h da manhã, eles almoçam às 14h e cesteiam. Sim, Madrid pára as 15h e só recomeça às 17h!!!! Despois o comércio trabalha até às 20h. Depois é só ir na taverna mais próxima e tomas uma cervejinha, e em qualquer lugar que se pede uma cerveja, ganha-se um bocadito, azeitonas ou batatas, ou asinha de frango. E se comer azeitonas, jogue o caroço no chão da taverna.
Ah, e não se bebe num só lugar, bebe uma cerveja em pé e troca-se de taverna e va indo assim até estar borracho o suficiente. Muchas gracias.



Enfim, depois de entender porque as pessoas que vão para a Espanha não querem mais voltar, retorno a Coimbra e a vida universitária. As aulas ainda não pegaram no tranco, qualquer semelhança dos brasileiros com os portugueses não é mera coincidência. Em coimbra ainda faz calor e a temperatuda anda uma delícia na pacata cidadezinha estudantil portuguesa.


É isso aí, beijos e mais beijos!

domingo, 28 de setembro de 2008

No outro lado do Atlântico



Eu, do outro lado do Atlântico, numa cidadezinha chamada Figueira da Foz, fica mais ou menos a 1 hora de trem de Coimbra. Chamar praia Portuguesa de praia è um pouco estranho, mas nao deixa de ser uma praia. Lindo foi mesmo foi o por do sol ao contrario.


figueira da foz


Era isso por enquanto, desculpa os erros, mas è que o teclado è español. ^^


Beijinhos

quarta-feira, 17 de setembro de 2008



Bom, finalmente, depois de dois dias andando pra lá e pra cá consegui um quarto pra alugar, ou melhor, arrendar. hehehe
é perto do hostel, e consequentemente perto da Universidade, fica no alto de um morro (estes que não faltam em Coimbra). Vou morar com umas meninas que conheci no Hostel, uma alemã (a Anika) e Larissa de Passo Fundo e uma espanhola a Mery, e mais uma portuguesa que ainda não conheci. Vai custar 180 euros por mês mais taxas que dão em média 20 euros (luz, água, etc).
Ainda não tive tempo de andar pela cidade, conhecer ela mesmo, porque fiquei em função da burocracia portuguesa (matrículas, confirmação do visto, etc), amanhã mesmo que vou dar uma banda legal. Comida aqui não é caro, 60 centimos (centavos) de euro o café da manhã (2 pães com manteiga e presunto) + 2 cafés com leite e uma fruta; 2 euros um almoço com peixes gostosos, água mineral de graça, batatas, saladas, sopa, frutas e um pão de milho delicioso por 2 euros,além é claro, azeite de oliva de graça e à vontede, isso é o RU deles; a janta também é por isso, mas eu prefiro comprar no mercado massa e cogumelos por pouco menos que 1 euro.
Preciso comprar um portátil (notebook), aqui os top de linha do Brasil são medianos, custam em torno de 700 euros um pc com core 2 duo extreme, 3gb de ram e 350gb de HD e uma Nvidia GeForce 8600. Os de 2mil euros, nem queira saber a configuração.

Hoje bebi umas cevas, fumei um cigarro de tabaco (muito gostoso e da Virgínia hehehe) com as gurias, ficamos tentando ensinar a Mery a falar inglês e português (ela só fala espanhol), e a Anika (alemã) nos ensinou palavrões e dias da semana em alemão (já esqueci tudo). Me diverti pra caramba, e isso que as aulas e a vida em Coimbra mal começaram.
To adorando aqui, o povo português é super acolhedor, são simpáticos, atenciosos na hora de dar uma informação e adoram brasileiros. As velhinas são demais, já sentei e conversei com uns 15 velhinhos que fazem questão de dizer que o português é o mesmo, só falamos o português que é falado no Brasil.
Aliás, eles riem bastante do sotaque brasileiro, dizem que falamos cantando.
É bom estar num país lusófono, é minha língua materna e é muito comovente ver estrangeiros tentando aprendê-la, me senti muito orgulhosa ensinando. Ah sim, para entender os portugas, ainda preciso pedir para que falem devagar.
Os portugas, também, não são os mais espertos do mundo, ontem fui comprar um tripé pra câmera fotográfica e perguntei na loja: "boa tarde, tens um tripé que caiba na mochila?" e o vendedor "mas pra que queres um tripé para a mochila???". Hahahahaha, juro, e nas lojas, o preço não se pergunta "Quanto?!", tens que perguntar "e quanto custa tal coisa?", senão, não te entendem. Há de se explicar tudinho, exactamente como queres.
A cerveja o vinho aqui custam barato, mas na teoria, é o mesmo preço do Brasil. 6 cervejas custam 4 euros, 8 cervejas 5 euros, há algumas promoções assim, mas são exclusivas a Erasmus (que sou eu e todos estes estrangeiros que tem uma carteirinha especial que concede muitos, mas muitos, descontos por Coimbra). Aliás, pensar eu euros não é fácil, tudo parece caríssimo, e é, realmente caríssimo.
Final dessa semana vamos descer o rio Mondego de rafting, e teremos um churrasco, mas no próximo finde vamos alugar um carro e vamos pra praia (alentejo ou Algarve) pra aproveitar que está muito quente e ainda é horário de verão.
Terminando o artigo sobre meus 3 dias na Europa hehehe to morrendo de saudades, aqui é ótimo, mas não é a minha casa, não são meus costumes, não é minha língua, o Brasil, mesmo com a merda toda que é, é como Santa Maria: sempre tem algo lá que é de tal jeito.

Um abraço a todos!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Cheguei


Então, eram duas da tarde no aeroporto de Guarulhos e eu já tinha me arrependido, almocei com uns funcionários do duty free e eles me entreteram um pouco hehehehe mas ãí conheci uns guris do Zimbábwe que vieram jogar futebol no Brasil, eles queriam tirar fotos comigo e com a camiseta do grêmio, nossa, foi surreal. E um deles estudava mídia e marketing...uheuheuehue
Depois de 12 horas num vôo desconfortável com um Italiano peidorreiro do lado e um alemão mau hurmoado do outro eu mal dormi. Pelo menos, sobrevoei Paris ao amanhecer e foi lindo!
O aeroporto de Frankfurt é lindo, tomei um chopp com a Larissa (menina da UPF) lá, custou 5 euros!!!! Mas foi a melhor cerveja da minha vida. xD
No vôo pra Lisboa conheci uma senhora alemã que mora em Portugal, a Elizabeth, muito querida ela me deu altas dicas e ficamos conversando em inglês porque apesar de ela morar há 10 anos em Portugal, ela não entende muito bem o português, muito menos o brasileiro. Ela me ajudou a pegar o Coimboio à Coimbra.
Detalhe: arrebentaram os cadeados da minha mala, abriram ela e trocaram meus coturnos do bolso da frente pro de trás. Fiquei furiosa, porque ainda por cima não foram delicados com ela. E ainda, quando tava saindo do aeroporto um fiscal mal encarado perguntou "de onde vem essa mala?" e eu "do Brasil", aí ele me chamou pra ver o que tinha dentro, eu tava com o pavio curto e já disse "já molestaram minha mala o suficiente, e lálálálá" aí ele só abriu e perguntou o que eu vinha fazer em Coimbra (sendo que já carimbaram meu passaporte na Alemnha - a moça da alfândega foi bem educada e perguntou só o que eu ia estudar). Aí ele fechou e me mandou embora. O aroporto de Lisboa é feio, sujo e fedorento. Não gostei de Lisboa, nem um pouco.
Bom, quanto a Coimbra: é Linda! Mal cheguei aqui e um senhor me ajudou a pegar o autocarro para o hostel, e ainda perguntou se eu não queria um part time job e disse que amanhã ele vai estar na Associação Académica mostrando as propostas dele para os estudantes que tenham interesse, vou lá ver se não tem nada a ver com design :)
Peguei o autocarro, aqui não existe cobrador, paguei o motorista e pedi que me avisasse quando chegasse na Praça da República. Encontrei umas senhoras no bus e elas ficaram me falando da cidade e dizendo que tinham quartos para alugar e quando sairam me desejaram toda a sorte do mundo. hehehe umas figurinhas.
Cheguei no Hostel e anta do João Caldinhas tinha esquecido da minha reserva e o Hostel tava lotado, a Larissa tinha conseguido um quarto na Universidade e eu vim pra cá com ela. Mendiguei uma cama e até amanhã de manhã eu posso ficar aqui, mas se alguém perguntar, eu nunca posei aqui. ;)
(também não pago nada)
Amanhã, os meninos do hostel disseram que tem cama pra mim. Eles foram super atenciosos, carregaram nossas malas até aqui na residência universitária. De qualquer maneira, assim que terminar a cerimônia de boas vindas, vou catar um quarto pra alugar.
Já gastei uns 50 euros em comida, comboio, autocarro, etc. Uma lata de coca é 1,50 euros!!
E cheguei a uma conclusão, uma mala é uma mala!!! Creedo, nunca mais carrego uma caixa de 30kg.


Bom,
mando notícias assim que der. Além de filar um quarto to mendigando internet também, brasileira abusada hehehehe

Beijão! e já to morrendo de saudades



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