
Bom, finalmente, depois de dois dias andando pra lá e pra cá consegui um quarto pra alugar, ou melhor, arrendar. hehehe
é perto do hostel, e consequentemente perto da Universidade, fica no alto de um morro (estes que não faltam em Coimbra). Vou morar com umas meninas que conheci no Hostel, uma alemã (a Anika) e Larissa de Passo Fundo e uma espanhola a Mery, e mais uma portuguesa que ainda não conheci. Vai custar 180 euros por mês mais taxas que dão em média 20 euros (luz, água, etc).
Ainda não tive tempo de andar pela cidade, conhecer ela mesmo, porque fiquei em função da burocracia portuguesa (matrículas, confirmação do visto, etc), amanhã mesmo que vou dar uma banda legal. Comida aqui não é caro, 60 centimos (centavos) de euro o café da manhã (2 pães com manteiga e presunto) + 2 cafés com leite e uma fruta; 2 euros um almoço com peixes gostosos, água mineral de graça, batatas, saladas, sopa, frutas e um pão de milho delicioso por 2 euros,além é claro, azeite de oliva de graça e à vontede, isso é o RU deles; a janta também é por isso, mas eu prefiro comprar no mercado massa e cogumelos por pouco menos que 1 euro.
Preciso comprar um portátil (notebook), aqui os top de linha do Brasil são medianos, custam em torno de 700 euros um pc com core 2 duo extreme, 3gb de ram e 350gb de HD e uma Nvidia GeForce 8600. Os de 2mil euros, nem queira saber a configuração.
Hoje bebi umas cevas, fumei um cigarro de tabaco (muito gostoso e da Virgínia hehehe) com as gurias, ficamos tentando ensinar a Mery a falar inglês e português (ela só fala espanhol), e a Anika (alemã) nos ensinou palavrões e dias da semana em alemão (já esqueci tudo). Me diverti pra caramba, e isso que as aulas e a vida em Coimbra mal começaram.
To adorando aqui, o povo português é super acolhedor, são simpáticos, atenciosos na hora de dar uma informação e adoram brasileiros. As velhinas são demais, já sentei e conversei com uns 15 velhinhos que fazem questão de dizer que o português é o mesmo, só falamos o português que é falado no Brasil.
Aliás, eles riem bastante do sotaque brasileiro, dizem que falamos cantando.
É bom estar num país lusófono, é minha língua materna e é muito comovente ver estrangeiros tentando aprendê-la, me senti muito orgulhosa ensinando. Ah sim, para entender os portugas, ainda preciso pedir para que falem devagar.
Os portugas, também, não são os mais espertos do mundo, ontem fui comprar um tripé pra câmera fotográfica e perguntei na loja: "boa tarde, tens um tripé que caiba na mochila?" e o vendedor "mas pra que queres um tripé para a mochila???". Hahahahaha, juro, e nas lojas, o preço não se pergunta "Quanto?!", tens que perguntar "e quanto custa tal coisa?", senão, não te entendem. Há de se explicar tudinho, exactamente como queres.
A cerveja o vinho aqui custam barato, mas na teoria, é o mesmo preço do Brasil. 6 cervejas custam 4 euros, 8 cervejas 5 euros, há algumas promoções assim, mas são exclusivas a Erasmus (que sou eu e todos estes estrangeiros que tem uma carteirinha especial que concede muitos, mas muitos, descontos por Coimbra). Aliás, pensar eu euros não é fácil, tudo parece caríssimo, e é, realmente caríssimo.
Final dessa semana vamos descer o rio Mondego de rafting, e teremos um churrasco, mas no próximo finde vamos alugar um carro e vamos pra praia (alentejo ou Algarve) pra aproveitar que está muito quente e ainda é horário de verão.
Terminando o artigo sobre meus 3 dias na Europa hehehe to morrendo de saudades, aqui é ótimo, mas não é a minha casa, não são meus costumes, não é minha língua, o Brasil, mesmo com a merda toda que é, é como Santa Maria: sempre tem algo lá que é de tal jeito.
Um abraço a todos!