quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Malegria

Hoje foi um dia daqueles, acorda cedo, corre pra lá, corre pra cá e descobre que todos teus trabalhos da faculdade estão atrasados e saber que tu não tem tempo pra conseguir correr atrás da máquina. Depois de dar toda a atenção a uma amiga que precisava muito desabafar toda a sua raiva sobre ex, twitter, facebook, filtros, descobri que final de um relacionamento é uma grande merda para todo mundo, e minha irmã concorda.
Mais tarde fui trabalhar, cheguei meia hora mais cedo porque achei que teria festinha de aniversário para uma colega, teve, mas não tive folga pra festa, mas o bolo estava delicioso.
O pior é a lei de Murphy: sempre chego meio atrasada na loja, sempre vendo pra caralho e fico orgulhosa de mim mesma e do meu sorriso falso, hoje que cheguei mais cedo, fiz as coisas como se deviam não vendi porra nenhuma, e ainda por cima uma amiga apareceu na loja pedindo mil descontos pra minha gerente, morri de vergonha. Ainda por cima, fiz telemarketing, odeio essa prática inescrupulosa nos celulares dos clientes, mas eu faço o que me mandam fazer.
O melhor de ter um emprego que qualquer macaco bem treinado pode exercer é isso, pode-se observar as pessoas, os clientes, suas inseguranças, como as velhinhas vão pras lojas simplesmente pra ter alguém pra conversar, de ter que obedecer certas coisas simplesmente porque queres teu salário no final do mês e está pouco se fodendo se é certo ou errado. Que boa brasileira que sou!
Vender é fácil, o difícil é estar do o dia por 6 horas em uma loja. Muitas coisas me motivam além do dinheiro,   o ato de me maquiar, colocar meu uniforme, me parece como criar um personagem e durante a meia hora que tenho para fazer isso me sinto como encarnando esse personagem, que observa os outros como um antropólogo observa tribos indígenas ou gorilas. Planejar minhas férias de verão também me motivam, e muito. Vamo nos a Tijuana? Tequila, sexo, marijuana?
Penso em começar pelo Uruguay, descer pela Argentina, subir por Chile e Peru e, em fevereiro, passar o carnaval no Rio de Janeio, região dos lagos como Arraial do Cabo, Búzios e toda essa coisa carioca de viver em um país tropical abençoado por Deus, ter um fusca, um violão e uma nega chamada Tereza. 

E essas foram minhas confissões inspiradas num cd que nunca enjôo: clandestino.


Hoy me despido de tu ausencia, te epero siempre mi amor. No me olvido y te quiero.

domingo, 27 de setembro de 2009

Do lugar onde estou já me fui embora

Depois de um sábado nostálgico lendo todas as merdas que eu escrevia num finado fotolog adolescente descobri que ler isso depois de uns anos é muito divertido. Arrependida de não ter continuado a escrever minhas inutilidades diárias resolvi botar a mão na massa e pegar no blog pra valer. Ui.


Acho que a última postagem disso aqui foi em janeiro desse ano descrevendo o final de 2008, tem 9 meses atualizar nisso aqui, mas vamos aos pouquinhos: depois do ano novo na gótica Alemanha passei um fevereiro festeiro no sul da Espanha cheio de corações partidos, nada que não se resolveu em uma tarde esquiando no alto de Sierra Nevada, em Granada, seguida de caña y tapas muito baratas, melhor que isso só foi voltar a Coimbra e planejar a seguinte viagem. Dublin! Primeira vez que saí sozinha da cidadezinha lusitana, e primeira vez que vi um amigo, que já era amigo antes de sair do Brasil. Ver rostos familiares e ouvir um bom gauchês me fez muito bem e teria dado tudo pra poder ter ficado um pouco mais na capital irlandesa (Fucking St.Patricks Day!!!). De volta a Portugal, faculdade, festas e aquela rotina deliciosa de poucas aulas, muito tempo livre e uma pessoa sensacional ao meu lado. Abril: pillow fight no Porto! Eu e Germán pegamos o carro e vamos a Porto, Braga e Bom Jesus (um convento extra sensacional do alto de uma montanha, o lugar mais lindo que vi em Portugal), no meio da Semana Santa sou abandonada, como sempre (que drama), e saio sozinha rumo a Sevilla! Lá fico de couchsurfing e conheço uma galera muito divertida que faz da minha páscoa 2009 uma coisa completamente diferente e inesperada. Maio é a vez da Queima das Fitas - desta vou reservar um post só pra isso. Junho é a vez de viajar sozinha pela Itália e descobrir aos poucos minha independência e minhas táticas de sobrevivênvia em terras extrangeiras. Julho, festas de despedidas, choradeiras e saio Europa afora com minha mochila e um passe de trem sem muito planejamento nem destino definido, dormindo na rua, hostels baratos e na casa de amigos que fiz durante o intercâmbio que me mostraram seu país melhor do que qualquer guia turístico. Aos poucos vou detalhando a viagem, já que não fiz isso na hora certa, é bastante coisa, 8 países e muitas boas e más experiências. 


De volta a Porto Alegre chego a conclusão que pouca coisa mudou por aqui e agora lido com a grande missão de ter que aceitar essa vida normalzinha na qual caí de pára-quedas depois de tantas andanças e transformações. E será sobre essas transformações, historietas e banalidades de minha vida que esse blog vai se basear, de mim e minhas situações, máscaras e vigarices que apronto por aí, ali, aqui e acolá. 


;)


http://www.youtube.com/watch?v=Sao5M_8tBvo