domingo, 28 de março de 2010

Questão de tempo

Acordo às 6h30 da manhã, só levanto da cama uma meia hora depois. Minha aula começa às 7h30 mas eu nunca chego antes das 7h40, levantar da cama pra mim sempre foi um grande sacrifício. Às 12h40 termina a aula, que sempre termina uns 10 ou 5 minutos antes, saio correndo pra parada de ônibus e às 13h00 estou pronta pra trabalhar. Que correria! No meio da tarde compro um sanduíche ou uma salada de frutas e finjo que almoço. Supostamente eu deveria sair do trabalho às 19h, mas normalmente saio um pouquinho mais tarde e até tem uns dias que saio mais cedo, tudo uma questão de compensar o tempo e de deixar todos os projetos prontos, porque prazo é prazo e tu que se vire para cumprir. De facto! 
Depois que saio do trabalho, são mais 30 minutos em um ônibus até este me deixar a 3 quadras de casa. Chego em casa quase às 20h, dá tempo de comer uma coisinha, tomar um banho e partir pra uma sessão de skype. Pessoas normais vão na casa do namorado ou ligam, eu consegui deixar o meu a 10mil km de mim e nada como o skype para colocar as novidades em dia. Não que eu tenha muitas. Sinto falta de estar em um lugar onde as coisas acontecem, de ir viajar uma vez por mês pra um lugar totalmente foda e de conhecer gente do mundo inteiro! O grande problema de estar na tua cidade é esse, tu se acostuma, já conhece as pessoas, conhece os lugares e acaba criando uma rotina, não procura nada novo, porque na tua cabeça não tem!



domingo, 14 de março de 2010

Do not operate heavy machinery

Tirando a poeria do blog... 

2010 começou com uma bela banda pelo inverno europeu. Um mês de Espanha e um findi na Alemanha: über chic que sou eu até agora pagando a conta do cartão de crédito. 
Depois de um janeiro em crise existencial, sim, crise, porque ir e voltar da Europa não faz muito bem à saúde, ainda mais que minhas pendências sentimentais ficam lá eu me esforcei bastante para esquecer desse fato.
No meio dessas confusões também comecei a ver que meu conceito de amizade estava completamente equivocado e quase surtei! 
Surtada ainda ou não; Cheguei em Porto Alegre e me mandei pro litoral de Santa Catarina, onde reencontrei um amigo que me ajudou pra caramba a ver as coisas por um lado mais coca-cola da vida. 
Somado a isso, nada que arranjar um emprego e ter uma rotina não resolva (http://www.tomys.com.ar/web_images/awesome_face_bigger.png)
Trabalhar tem me feito muito bem, aliás, manter meus miolos ocupados com algo tem me feito muito bem. E estudar e trabalhar consome muito tempo evitando que eu fique construindo idéias malucas na minha cabeça e pior: as coloque em prática.

Falando em estudar, a vida passa e a ESPM continua. Se eu já não estava o bastante surtada, o quinto semestre from hell da Escola Superior de Playboys e  (não pensei nada melhor pro M) começou com o terrorismo psicológico clássico da instituição: VOCÊS VÃO TER QUE FAZER 10 MIL PROJETOS EXTRA CLASSE, MAIS 500 HORAS AULA, MAIS O ESTÁGIO E AINDA CHUPAR MEU PAU. Tá tá, exagerei na última parte... 
Mas o que importa é que, ao invés de ele simplesmente relaxaram e darem os projetos pouco a pouco, vão aterrorizando o pessoal pra todo mundo achar que a ESPM é super difícil. 
Cara, é tudo uma piada! Na realidade o que acontece é que se você aparecer sempre na aula e fazer qualquer merda, fingindo que tu se esforça pra caralho, siiim finja que você tenha problemas mentais e que se esforça pra caramba, porque pra eles é o que importa: se a ESPM o fez surtar no final do semestre você é um bom aluno.
Entretanto... 
Já dizia uma professora minha: esforço nem sempre é sinal de bom trabalho, porque você vai no banheiro, se esforça e se esforça e só sai merda. 

Pronto, pronto, desabafei. 

Mas o mais enlouquecedor de tudo é a vida adulta batendo na minha porta!
Agora trabalho, estudo, tenho meu apê, só falta a carteira de motorista. Toda essa liberdade/coisas materiais que te prendem tem um preço, e como já dizia um amigo: tenho que deixar crescer o menino hétero dentro de mim e parar de fazer minhas típicas loucuras de Virginia, minha inconsequência e impulsividade, porque agora, se eu quiser enfiar a mochila nas costas e ter o mundo nas minhas mãos vou ter que trabalhar duro pra isso. Tá chegando a hora de largar a teta da mamãe e ser uma mulher responsável. Porra, como dói pensar nisso. Mas é a real e tem sido bastante dolorido largar a chupeta pro coelhinho da Páscoa e pagar a conta do cartão de crédito. 

Enfim, depois de todos esses surtos tenho andado meio anestesiada esperando eu me acostumar com essa nova vida e como já diz na bula dos calmantes para as mulheres ensandecidas à beira de um ataque de nervos: DO NOT OPERATE HEAVY MACHINERY.