Hoje foi um dia daqueles, acorda cedo, corre pra lá, corre pra cá e descobre que todos teus trabalhos da faculdade estão atrasados e saber que tu não tem tempo pra conseguir correr atrás da máquina. Depois de dar toda a atenção a uma amiga que precisava muito desabafar toda a sua raiva sobre ex, twitter, facebook, filtros, descobri que final de um relacionamento é uma grande merda para todo mundo, e minha irmã concorda.
Mais tarde fui trabalhar, cheguei meia hora mais cedo porque achei que teria festinha de aniversário para uma colega, teve, mas não tive folga pra festa, mas o bolo estava delicioso.
O pior é a lei de Murphy: sempre chego meio atrasada na loja, sempre vendo pra caralho e fico orgulhosa de mim mesma e do meu sorriso falso, hoje que cheguei mais cedo, fiz as coisas como se deviam não vendi porra nenhuma, e ainda por cima uma amiga apareceu na loja pedindo mil descontos pra minha gerente, morri de vergonha. Ainda por cima, fiz telemarketing, odeio essa prática inescrupulosa nos celulares dos clientes, mas eu faço o que me mandam fazer.
O melhor de ter um emprego que qualquer macaco bem treinado pode exercer é isso, pode-se observar as pessoas, os clientes, suas inseguranças, como as velhinhas vão pras lojas simplesmente pra ter alguém pra conversar, de ter que obedecer certas coisas simplesmente porque queres teu salário no final do mês e está pouco se fodendo se é certo ou errado. Que boa brasileira que sou!
Vender é fácil, o difícil é estar do o dia por 6 horas em uma loja. Muitas coisas me motivam além do dinheiro, o ato de me maquiar, colocar meu uniforme, me parece como criar um personagem e durante a meia hora que tenho para fazer isso me sinto como encarnando esse personagem, que observa os outros como um antropólogo observa tribos indígenas ou gorilas. Planejar minhas férias de verão também me motivam, e muito. Vamo nos a Tijuana? Tequila, sexo, marijuana?
Penso em começar pelo Uruguay, descer pela Argentina, subir por Chile e Peru e, em fevereiro, passar o carnaval no Rio de Janeio, região dos lagos como Arraial do Cabo, Búzios e toda essa coisa carioca de viver em um país tropical abençoado por Deus, ter um fusca, um violão e uma nega chamada Tereza.
E essas foram minhas confissões inspiradas num cd que nunca enjôo: clandestino.
Hoy me despido de tu ausencia, te epero siempre mi amor. No me olvido y te quiero.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Do lugar onde estou já me fui embora
Depois de um sábado nostálgico lendo todas as merdas que eu escrevia num finado fotolog adolescente descobri que ler isso depois de uns anos é muito divertido. Arrependida de não ter continuado a escrever minhas inutilidades diárias resolvi botar a mão na massa e pegar no blog pra valer. Ui.
Acho que a última postagem disso aqui foi em janeiro desse ano descrevendo o final de 2008, tem 9 meses atualizar nisso aqui, mas vamos aos pouquinhos: depois do ano novo na gótica Alemanha passei um fevereiro festeiro no sul da Espanha cheio de corações partidos, nada que não se resolveu em uma tarde esquiando no alto de Sierra Nevada, em Granada, seguida de caña y tapas muito baratas, melhor que isso só foi voltar a Coimbra e planejar a seguinte viagem. Dublin! Primeira vez que saí sozinha da cidadezinha lusitana, e primeira vez que vi um amigo, que já era amigo antes de sair do Brasil. Ver rostos familiares e ouvir um bom gauchês me fez muito bem e teria dado tudo pra poder ter ficado um pouco mais na capital irlandesa (Fucking St.Patricks Day!!!). De volta a Portugal, faculdade, festas e aquela rotina deliciosa de poucas aulas, muito tempo livre e uma pessoa sensacional ao meu lado. Abril: pillow fight no Porto! Eu e Germán pegamos o carro e vamos a Porto, Braga e Bom Jesus (um convento extra sensacional do alto de uma montanha, o lugar mais lindo que vi em Portugal), no meio da Semana Santa sou abandonada, como sempre (que drama), e saio sozinha rumo a Sevilla! Lá fico de couchsurfing e conheço uma galera muito divertida que faz da minha páscoa 2009 uma coisa completamente diferente e inesperada. Maio é a vez da Queima das Fitas - desta vou reservar um post só pra isso. Junho é a vez de viajar sozinha pela Itália e descobrir aos poucos minha independência e minhas táticas de sobrevivênvia em terras extrangeiras. Julho, festas de despedidas, choradeiras e saio Europa afora com minha mochila e um passe de trem sem muito planejamento nem destino definido, dormindo na rua, hostels baratos e na casa de amigos que fiz durante o intercâmbio que me mostraram seu país melhor do que qualquer guia turístico. Aos poucos vou detalhando a viagem, já que não fiz isso na hora certa, é bastante coisa, 8 países e muitas boas e más experiências.
De volta a Porto Alegre chego a conclusão que pouca coisa mudou por aqui e agora lido com a grande missão de ter que aceitar essa vida normalzinha na qual caí de pára-quedas depois de tantas andanças e transformações. E será sobre essas transformações, historietas e banalidades de minha vida que esse blog vai se basear, de mim e minhas situações, máscaras e vigarices que apronto por aí, ali, aqui e acolá.
;)
http://www.youtube.com/watch?v=Sao5M_8tBvo
Acho que a última postagem disso aqui foi em janeiro desse ano descrevendo o final de 2008, tem 9 meses atualizar nisso aqui, mas vamos aos pouquinhos: depois do ano novo na gótica Alemanha passei um fevereiro festeiro no sul da Espanha cheio de corações partidos, nada que não se resolveu em uma tarde esquiando no alto de Sierra Nevada, em Granada, seguida de caña y tapas muito baratas, melhor que isso só foi voltar a Coimbra e planejar a seguinte viagem. Dublin! Primeira vez que saí sozinha da cidadezinha lusitana, e primeira vez que vi um amigo, que já era amigo antes de sair do Brasil. Ver rostos familiares e ouvir um bom gauchês me fez muito bem e teria dado tudo pra poder ter ficado um pouco mais na capital irlandesa (Fucking St.Patricks Day!!!). De volta a Portugal, faculdade, festas e aquela rotina deliciosa de poucas aulas, muito tempo livre e uma pessoa sensacional ao meu lado. Abril: pillow fight no Porto! Eu e Germán pegamos o carro e vamos a Porto, Braga e Bom Jesus (um convento extra sensacional do alto de uma montanha, o lugar mais lindo que vi em Portugal), no meio da Semana Santa sou abandonada, como sempre (que drama), e saio sozinha rumo a Sevilla! Lá fico de couchsurfing e conheço uma galera muito divertida que faz da minha páscoa 2009 uma coisa completamente diferente e inesperada. Maio é a vez da Queima das Fitas - desta vou reservar um post só pra isso. Junho é a vez de viajar sozinha pela Itália e descobrir aos poucos minha independência e minhas táticas de sobrevivênvia em terras extrangeiras. Julho, festas de despedidas, choradeiras e saio Europa afora com minha mochila e um passe de trem sem muito planejamento nem destino definido, dormindo na rua, hostels baratos e na casa de amigos que fiz durante o intercâmbio que me mostraram seu país melhor do que qualquer guia turístico. Aos poucos vou detalhando a viagem, já que não fiz isso na hora certa, é bastante coisa, 8 países e muitas boas e más experiências.
De volta a Porto Alegre chego a conclusão que pouca coisa mudou por aqui e agora lido com a grande missão de ter que aceitar essa vida normalzinha na qual caí de pára-quedas depois de tantas andanças e transformações. E será sobre essas transformações, historietas e banalidades de minha vida que esse blog vai se basear, de mim e minhas situações, máscaras e vigarices que apronto por aí, ali, aqui e acolá.
;)
http://www.youtube.com/watch?v=Sao5M_8tBvo
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Hoje estava lendo o blog da Carla e me inspirei para escrever um pouco, um pouco! Digo isso porque meu português virou uma grande salada.
Bom, sabendo que a última atualizaçao foi em outubro, vou tentar reinterar os fatos até hoje.
Depois da volta do Algarve veio a Latada, 7 dias de festa por coimbra num festival gigante organizado pelos veteranos para receber os caloiros (sim, em portugal sao caloiros e as mulhers sao loiras). Depois disso passei um mês lutando para tentar me acostumar a uma rotina. Acho que ainda nao me recuperei do jet lag do Brasil a Portugal hehehe
Muitas crises existenciais depois, decidi que ia prolongar meus estudos por mais um semestre (yeah)!
Entao fui pra Alemaha!
18 dias na terra da Bauhaus me deixaram com 5kg a menos e um bocado desorientada.
Frios de -12 graus, neve e meras sete horas e meia de sol, err, luminosidade, algo que de longe pode-se chamar de dia. O cinzento e industrial Ruhrgabeit, a gótica Colonia e a diversidade de Berlin a frios abaixo de zero, pouca comida e muita cerveja me fizeram pensar no porque que a Alemaha é tao especial e como é familiar, os imigrantes alemaes do RS fizeram muito bem seu trabalho no que se diz preservar a cultura. Entretanto, o idioma alemao e a distancia afetiva dos barbaros germanicos me deixaram realmente me sentindo uma estrangeira.
Um episódio raro:
Primeiro dia em Kirchhellen (cidade natal da alemoa louca) Annika estava muito cansada e queria dormir, eu ainda muito entusiasmada em solo alemao queria festa. Entao chega Diana, a amiga gótica e lésbica que estuda psicologia e tem 1,80m e um poodle. Diana me olha e diz "vamos pra Holanda?"
Quando vi, estava num BMW sensacional a 260km/h rumo à coffe shop holandesa mais próxima da fronteira com a Alemanha. Na Auto-bahn (as rodovias alemas) nao há limite de velocidade, e o asfalto perfeito faz com que qualquer carro um pouco mais foda, vá no mínimo a 200km/h. Eu nao me assustei, porque naquele BMW eu só senti a velocidade quando olhei o velocímetro.
Chegamos na Holanda em 20 minutos, e em 2 horas eu já estava em casa a dormir tranquila.
De volta a Portugal, quase beijei o chao quando vi o sol, temperatura acima dos 0 graus, e as placas escritas em português!!!! Siim, que saudades imensas que estava do meu idioma materno, ou pelo menos de poder olhar as placas e entender o que elas significam. A sensaçao de ser analfabeta, me deixou em pânico in Deutschland.
Ouvir o espanhol e o português denovo me deixou bem feliz, mas voltando ao começo, essa mistureba de línguas anda me deixando cada vez mais burra. Sempre acompanhada de espanhóis, já começo a usar as gírias deles, chamar todo mundo de tio, tomar unas copas, jantar depois das 22h e essas coisas. Na Alemanha só falei inglês, e portugal, fala português mas nao o meu português! Será que estou a perder minha identidade? Só quero ver quando voltar pra casa, cheia de palavras novas e um certo sotaque. Para as pessoas me entenderem aqui, tenho que falar as palavras inteiras e pausadamente, nao pausadamenti, pau-sa-da-men-te. Or in english o en mi portuñol.
Sei que já me esqueci do gerúndio...
Pra quem ia escrever pouco, já escrevi demais. Bom, mais tarde posto mais espisódios raros de minhas andanças pela europa.
Besicos
Bom, sabendo que a última atualizaçao foi em outubro, vou tentar reinterar os fatos até hoje.
Depois da volta do Algarve veio a Latada, 7 dias de festa por coimbra num festival gigante organizado pelos veteranos para receber os caloiros (sim, em portugal sao caloiros e as mulhers sao loiras). Depois disso passei um mês lutando para tentar me acostumar a uma rotina. Acho que ainda nao me recuperei do jet lag do Brasil a Portugal hehehe
Muitas crises existenciais depois, decidi que ia prolongar meus estudos por mais um semestre (yeah)!
Entao fui pra Alemaha!
18 dias na terra da Bauhaus me deixaram com 5kg a menos e um bocado desorientada.
Frios de -12 graus, neve e meras sete horas e meia de sol, err, luminosidade, algo que de longe pode-se chamar de dia. O cinzento e industrial Ruhrgabeit, a gótica Colonia e a diversidade de Berlin a frios abaixo de zero, pouca comida e muita cerveja me fizeram pensar no porque que a Alemaha é tao especial e como é familiar, os imigrantes alemaes do RS fizeram muito bem seu trabalho no que se diz preservar a cultura. Entretanto, o idioma alemao e a distancia afetiva dos barbaros germanicos me deixaram realmente me sentindo uma estrangeira.
Um episódio raro:
Primeiro dia em Kirchhellen (cidade natal da alemoa louca) Annika estava muito cansada e queria dormir, eu ainda muito entusiasmada em solo alemao queria festa. Entao chega Diana, a amiga gótica e lésbica que estuda psicologia e tem 1,80m e um poodle. Diana me olha e diz "vamos pra Holanda?"
Quando vi, estava num BMW sensacional a 260km/h rumo à coffe shop holandesa mais próxima da fronteira com a Alemanha. Na Auto-bahn (as rodovias alemas) nao há limite de velocidade, e o asfalto perfeito faz com que qualquer carro um pouco mais foda, vá no mínimo a 200km/h. Eu nao me assustei, porque naquele BMW eu só senti a velocidade quando olhei o velocímetro.
Chegamos na Holanda em 20 minutos, e em 2 horas eu já estava em casa a dormir tranquila.
De volta a Portugal, quase beijei o chao quando vi o sol, temperatura acima dos 0 graus, e as placas escritas em português!!!! Siim, que saudades imensas que estava do meu idioma materno, ou pelo menos de poder olhar as placas e entender o que elas significam. A sensaçao de ser analfabeta, me deixou em pânico in Deutschland.
Ouvir o espanhol e o português denovo me deixou bem feliz, mas voltando ao começo, essa mistureba de línguas anda me deixando cada vez mais burra. Sempre acompanhada de espanhóis, já começo a usar as gírias deles, chamar todo mundo de tio, tomar unas copas, jantar depois das 22h e essas coisas. Na Alemanha só falei inglês, e portugal, fala português mas nao o meu português! Será que estou a perder minha identidade? Só quero ver quando voltar pra casa, cheia de palavras novas e um certo sotaque. Para as pessoas me entenderem aqui, tenho que falar as palavras inteiras e pausadamente, nao pausadamenti, pau-sa-da-men-te. Or in english o en mi portuñol.
Sei que já me esqueci do gerúndio...
Pra quem ia escrever pouco, já escrevi demais. Bom, mais tarde posto mais espisódios raros de minhas andanças pela europa.
Besicos
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